'Estava cansado de mim mesmo', diz Philippe Starck

MARCELO LIMA - O ESTADO DE S.PAULO
 

Em entrevista exclusiva para o 'Estadão, o celebrado designer fala sobre seus novos projetos - incluindo um em São Paulo - e diz que o futuro está no imaterial

 

Para o francês Philippe Starck, provavelmente o designer mais conhecido do planeta – e isso há pelo menos três décadas –, o design, por si só, não faz mais sentido. “Só a evolução humana me interessa. Durante todos esses anos de trabalho, sempre senti que ajudar neste processo era meu dever absoluto”, considera ele hoje, aos 71 anos, após ter dado vida a mais de dez mil projetos, entre eles alguns ícones do desenho contemporâneo, nas mais diversas áreas e escalas.

De móveis a espremedores de laranja. De escovas de dente a luminárias. Isso sem considerar os interiores de dezenas de casas, barcos, restaurantes, alguns dos hotéis-butique mais badalados do mundo e, atualmente, estações espaciais. De fato, é difícil imaginar algum território que tenha ficado imune à sua ânsia criativa.

Philippe Starck diz que a quarentena mudou pouco seu modo de vida, exceto pelo fato de não sofrer mais com o jet lag

Philippe Starck diz que a quarentena mudou pouco seu modo de vida, exceto pelo fato de não sofrer mais com o jet lag  Foto: Jean Batiste Mondino