30 junho 2010

Documento Estado do Mundo

A palestra sobre o Estado do Mundo, mais especificamente, a relação consumo e sustentabilidade foi de alta qualidade, trazendo ao publico novos conceitos e ideias, contra corrente.

Muita informação relacionada está presente no documento.

Documento pode ser acessado no seguinte link

Reparem que a capa é uma recriação de antiga ilustração japonesa sobre tsunami, mas formando as ondas do mar com lixo plastico.

27 junho 2010

Mais publicações gratis em sustentabilidade

O Centro de Estudos, Teoria, Pesquisa e Cultura em Design da UEMG disponibiliza varias publicações para baixar gratis.


http://www.tcdesign.uemg.br/publicacoes.htm

26 junho 2010

Hábitos negativos do Designer

Do blog DesignSojourn uma lista que seriam os maus habitos profissionais do designer:



1) Looking at other products for inspiration (procurar inspiração em outros produtos)

2) Not creating or studying the design brief (Não conhecer ou criar o design brief)


3) Not checking if the concept fulfils the design brief (os conceitos realmente cumprem os requerimentos do design brief?)


4) Spending too much time on the computer (Perder tempo na Net)

21 junho 2010

20 junho 2010

Sustentabilidade interna x Sustentabilidade externa

Como consumidor conheça a sustentabilidade interna da empresa, e não acredite na sustentabilidade externa de marketing, o famoso green washing.

O consumidor tem a força para obrigar as empresas a serem realmente sustentáveis, boicotando produtos.

A sustentabilidade exige uma coerência total, ou é sustentavel ou não é, e se não e´totalmente, que se diga, "criamos fontes de trabalho, usamos materia prima local, mas fazemos testes com animais".

Continuamos aceitando ingenuamente essa sustentabilidade corporativa, que em alguns casos e´propaganda enganosa.

As empresas se defendem afirmando que os testes são em organismos vivos, não "animais" e que e´ para a segurança e saude final do consumidor.

Mas pense se você compraria produtos que fizeram testes no seu animal de estimação?
Mas isso não e´pior, a falta de etica é com os seres humanos também , quando os remedios já estão na fase final, as empresas  se aproximam de populações carentes de regiões pobres esquecidas.

Pagando (500 dol. por semana por exemplo), a pessoa assina um contrato onde ela toma o remedio x por x tempo sendo monitoradas pelos laboratorios, sendo que os laboratorios não sabem ainda os efeitos colaterais dos mesmos, exterminando assim populações carentes inteiras.

A industria farmaceutica mundial e as suas corporações são as grandes vilãs, com o lucro acima da vida humana, criando doenças, remedios e vacinas para serem vendidas globalmente por bilhões de dol.

Já tomou os seus remedios hoje?

Com a biotecnologia, nanotecnologia e o conhecimento do codigo genetico,  o pesadelo apenas começa.

Se não há respeito a vida, como poderemos ser sustentáveis algum dia?

01 junho 2010

Inclusive design



Se discute muito sobre design para pessoas "normais" fisicamente-mentalmente, mas finalmente esquecemos aquela pessoa mais necessitada, com algum tipo de deficiência fisica / mental, ou com uma capacidade/habilidade diferente.

A pessoa portadora de deficiência e´"aquela pessoa que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anomalias de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividades, dentro do padrão considerado normal para o ser humano".

Segundo a OMS, os deficientes se dividem em: deficiência física (tetraplegia, paraplegia e outros), deficiência mental (leve, moderada, severa e profunda), deficiência auditiva (total ou parcial), deficiência visual (cegueira total e visão reduzida) e deficiência múltipla (duas ou mais deficiências associadas).

Assustadoramente encontramos uma população de mais de 24,5 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência.(IBGE)

Onde estão estes cidadãos e estas cidadãs? Estão trabalhando? Estão na escola? Tem acesso à saúde, ao lazer, ao prazer...?  Se nós como brasileiros "normais" (por enquanto) vivemos um cotidiano fisicamente dificil, caotico, não acessivel imagine então aquele brasileiro com algum tipo de deficiência.
Esse quadro se agrava mais pela classe social, geralmente a deficiência  está mais ligada à classes pobres, juntando a falta de recursos econômicos com ignorância o quadro se complica.
Experiência pessoal de 10 anos nesse campo, mostrou quadros muito tristes, de ter o filho(a) deficiente acorrentado, jogado em um quarto com comida no chão, ou  ideia absurdas de que a deficiência era o diabo no corpo ou algum tipo de maldição secular.


Também temos a visão muito errônea de que se já nascimos normais, assim permaneceremos até a morte, curiosamente a fonte maior das deficiências entra em duas categorias: acidentes de trabalho e acidentes automobilisticos.
Isso quer dizer, que ainda existe uma probabilidade real de nos tornar deficientes, o risco sempre existe.
O Helen Hamlyn Centre do Royal College of London desenvolve um trabalho fantastico com o chamado Inclusive Design através do evento Include.

Exemplo a ser seguido, já que e´triste ver na propia categoria profissional de designers, desinteresse no campo.
Isso se deve a que o design para a deficiência é sempre algo muito  complexo, dificil com variantes medicas-humanas da propia deficiência, então não me sorpreende que todos os designers apenas queiram projetar moveis, cadeiras, lamparas, sofas, armarios, mesas ..... e ser mais fashion, cool, trendy, projetar para a deficiência não traz isso realmente.
Não há glamour.

Mais informações no site: http://www.nppd.ms.gov.br/index.htm