01 junho 2010

Inclusive design



Se discute muito sobre design para pessoas "normais" fisicamente-mentalmente, mas finalmente esquecemos aquela pessoa mais necessitada, com algum tipo de deficiência fisica / mental, ou com uma capacidade/habilidade diferente.

A pessoa portadora de deficiência e´"aquela pessoa que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anomalias de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividades, dentro do padrão considerado normal para o ser humano".

Segundo a OMS, os deficientes se dividem em: deficiência física (tetraplegia, paraplegia e outros), deficiência mental (leve, moderada, severa e profunda), deficiência auditiva (total ou parcial), deficiência visual (cegueira total e visão reduzida) e deficiência múltipla (duas ou mais deficiências associadas).

Assustadoramente encontramos uma população de mais de 24,5 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência.(IBGE)

Onde estão estes cidadãos e estas cidadãs? Estão trabalhando? Estão na escola? Tem acesso à saúde, ao lazer, ao prazer...?  Se nós como brasileiros "normais" (por enquanto) vivemos um cotidiano fisicamente dificil, caotico, não acessivel imagine então aquele brasileiro com algum tipo de deficiência.
Esse quadro se agrava mais pela classe social, geralmente a deficiência  está mais ligada à classes pobres, juntando a falta de recursos econômicos com ignorância o quadro se complica.
Experiência pessoal de 10 anos nesse campo, mostrou quadros muito tristes, de ter o filho(a) deficiente acorrentado, jogado em um quarto com comida no chão, ou  ideia absurdas de que a deficiência era o diabo no corpo ou algum tipo de maldição secular.


Também temos a visão muito errônea de que se já nascimos normais, assim permaneceremos até a morte, curiosamente a fonte maior das deficiências entra em duas categorias: acidentes de trabalho e acidentes automobilisticos.
Isso quer dizer, que ainda existe uma probabilidade real de nos tornar deficientes, o risco sempre existe.
O Helen Hamlyn Centre do Royal College of London desenvolve um trabalho fantastico com o chamado Inclusive Design através do evento Include.

Exemplo a ser seguido, já que e´triste ver na propia categoria profissional de designers, desinteresse no campo.
Isso se deve a que o design para a deficiência é sempre algo muito  complexo, dificil com variantes medicas-humanas da propia deficiência, então não me sorpreende que todos os designers apenas queiram projetar moveis, cadeiras, lamparas, sofas, armarios, mesas ..... e ser mais fashion, cool, trendy, projetar para a deficiência não traz isso realmente.
Não há glamour.

Mais informações no site: http://www.nppd.ms.gov.br/index.htm
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