29 março 2010

japão para os japoneses

O criador, Kenichi Tanaka, afirma que a intenção do seu trabalho (tese de graduação) foi demonstrar aos japoneses como a cultura japonesa e´estranha aos estrangeiros (alguma novidade nisso?).
Além disso e´uma bela peça de design visual-grafico.

karate kid volta as telas em nova versão, mas onde agora?  só podia ser na China, sinal dos tempos.....



Japan-The Strange Country (English ver.) from Kenichi on Vimeo.

26 março 2010

sustentabilidade verde mas com um poquinho de sangue

Em este mundo do seculo 21, ser "sustentavel" justificará todo erro, omissão, ignorancia  que será perdoado amém.

Grandes empresas ainda fazem testes em animais, e ocultam esse fato,  usando descaradamente a responsabilidade social, meio ambiental, como fachada e um diferencial na construção e percepção "positiva" da marca assim conservando e ganhando novos nichos de mercado.

Essa contradição se deve a dois fatos basicamente:

-um problema de percepção e ignorancia do consumidor ( que elas sabem e aproveitam) cujo pensamento é logico mas errado:

"Se esta empresa  extrai materia prima certificada, usa mão de obra local, recursos naturais controlados, construi uma escola, criando um beneficio social - economico para tal comunidade, consequentemente, naturalmente  não é a favor de testes em animais"
Pensamento errado que  leva a pessoa a consumir de maneira ingenua tal produto "sustentavel", acreditando piamente que está fazendo a sua parte, e a empresa  ganhando em cima da sua suposta postura etica sustentavel no mercado. (propaganda enganosa)

-A empresa acredita que a sua a ação social e´mais do que suficiente, e qualquer incoerencia, omissao, posterior que seja descoberta sera então facilmente perdoada e esquecida; e principalmente, se os testes em animais melhoram consideravelmente a qualidade do produto com um custo baixo, esse beneficio para o consumidor justifica comercialmente e eticamente o teste.

No site PEA há uma relação de listas de empresas consideradas sustentaveis, mas que estão lá, para a surpresa de muitos, pois  são marcas visiveis e fortes no tema meio ambiental, mas que tem praticas anti-eticas com animais.

Ainda que a empresa seja aparentemente a mais sustentavel possivel, o consumidor realmente interessado no tema e no produto deve pesquisar e conhecer a verdadeira etica "interna" da empresa e não aquela etica "externa" falsa ou parcial  que ela divulga incansavelmente fora da empresa e que todo mundo acredita e aplaude.

O consumidor e´o unico que tem o poder de mudar a situação, a partir do momento que ele boicota produtos de tal empresa e há um impacto economico, a empresa muda porque muda, mas continuando esse consumo ingenuo, essa mudança não virá de dentro da empresa nunca.

Vejam como exemplo nos Estados Unidos:
corporate watch
corpwatch

O problema no fundo continua sendo de natureza humana, e não de natureza tecnica, ou tecnologica e como diz Ghandi:
Há o suficiente no mundo para as necessidades humanas de todos, mas não há o suficiente para a cobiça humana individual.
E Buckminster Fuller
Não há crise de energia, somente a crise da ignorância

O mais dificil nao é ser sustentavel, e sim entender e aplicar a coerencia etica total que ela exige, além de todo valor economico atual e futuro.

veja tambem:um-trecho-do-livro-eating-animals-de-jonathan-safran-foer

Downloadable design

O famoso site treehugger coloca um post de origem duvidosa (sustentabilidade + alcool?), onde a empresa abraça a ideia de downloadable designs nas seguintes palavras :


In an Absolut World, we will live with less, but better, and with dainty carbon footprints. Join TreeHugger in a vision of an Absolut world where our search for ideas, creativity, and talent is global but materialization is local, because we live in an Absolut donwloadable world.
E´necessario creatividade, visão, talento unicos para ficar bebaço?

Essa jogada traz novamente uma nova percepção do produto, junto com o trabalho anterior onde o produto virava obra de arte na mão de designers famosos, construindo a marca como cool, visionaria, trendy, moderna e  borrando aquela percepção de que vodka e´para  idosos russos na Siberia.  

Mas o que vale mesmo são as diferentes propostas de um possivel futuro DIY ( do it yourself - faça voce mesmo), onde o usuario devido a tecnologia, pode agora projetar e construir objetos na sua casa, rompendo paradigmas do sistema existente de produção e consumo, onde as grandes empresas devem novamente se reinventar e ver como encaixar em esse futuro DIY.

Ainda que esqueceram de botar lá "faça você mesmo", o seu caixão de morto downloadable, devido as altas taxas de acidentes de carro resultados da ingestão de alcool.
Ecopod- 100% feito de papel reciclado

24 março 2010

Consumir até morrer

Já mencionei alguma vezes porque acredito que o design-engenharia não são o grande problema em esta questão ambiental, pelo seguinte, eles se regem por normas, politicas, leis de natureza ambiental que são obrigatorias e tem que ser cumpridas no processo de design e engenharia de um produto industrial. Não existe opção.

Mas quando falamos do consumo pessoal, cotidiano, não existem ainda leis que nos obriguem a consumir de maneira inteligente, consciente, em beneficio de todos. O consumo cai no ambito da educação pessoal, crenças, atitudes e não podemos obrigar ninguem a consumir melhor se a pessoa não acredita, não quer ou não pode.

Como educar 6 bilhões de pessoas de diferentes crenças, culturas, estilos de vida?

Alem disso temos um crescimento da populaçao mundial de maneira exponencial (chegaremos em 9 bilhões daqui a pouco), o surgimento de novas classes medias em paises como Brasil, India e China que querem consumir como americanos, e não vão de deixar de comprar o seu primeiro carro novo pelo perigo de extinção da formiga selvagem russa na Siberia.

A Universidade de Toronto, fez uma pesquisa onde apareceram dois aspectos interessantes, quando a pessoa tem uma atitude ecologica sem compra isso leva a um comportamento posterior mais etico e generoso, mas quando a pessoa comprava produtos ecologicos, ela tinha a percepção de que ja tinha feito a sua parte, o suficiente e isso permitia ou justificava comportamentos posteriores anti-eticos. 

Por isso caimos no mesmo, se a natureza humana não muda, nada muda,  o consumo segue sendo uma excelente razão para não alcançar esse futuro sustentavel, utopico e colapsar a terra no futuro proximo.

Qualquer beneficio ecologico se perde pela escala mundial do assunto, se todo habitante na terra tivesse seu carro 2010 ecologico, eletrico, hibrido,  o que aconteceria?
Talvez a unica maneira inicial de chegar lá, seja a implementação de uma ditadura ecologica............mas cairiamos no mesmo todos consumindo verde o sistema mais cedo mais tarde não aguantaria.

Quando os espanhois chegaram na America, no Mexico, Colombia, Peru, encontraram tanto ouro que barcos inteiros afundaram pelo peso extra  e aqueles soldados que guardavam o ouro nas suas ropas, preferiam morrer afogados do que livrar-se do peso extra para voltar a superficie.

500 anos depois estamos iguais, pior ou um poquinho melhor? e não temos outros 500 anos extras.



20 março 2010

Top 10 habilidades para graduados de Desenho Industrial

Aqui deixo uma lista que tirei do core77 e traduzi ao espanhol sobre as habilidades necessarias para  designer-estudante / profissional novato, acredito que  a lista está completa mas se faltar alguma coisa envie que eu adiciono. (vejam que e´especificamente para design de produto)

Pode ser tambem um check list para que o estudante ou profissional iniciante possa ir monitorando, visualizando, entendendo o seu desenvolvimento profissional:

1) Bocetaje y la habilidad de diseñar a mano libre debe ser excelente. Diseñadores tienen que ser rápidos y no lentos y demasiado reflexivos.
No es necesario un rendering de calidad, pero si un sketch básico y rápido que es más valioso. Velocidad de creación de concepto y bocetaje expedito es la clave.
Esa capacidad de diseño a mano libre debe ser combinada con el uso profesional de programas de renderizacion.

2) Una excelente habilidad para hacer modelos en diferentes materiales como resina, plaster, espumado, MDF, manualmente y con uso de tecnologías y maquinarias para prototipos rapidos.

3) Conocimiento de programas Vectoriales como Freehand e Illustrator y
Raster como Photoshop.

4) Conocimiento Profesional de paquetería para Modelado 3D de programas de alta complejidad como Alias, Catia, o de mediana para baja complejidad como Solidworks 98, Form Z, Rhino 3D, 3D Studio Max.

5) Conocimiento y habilidad en 2D como AutoCad, Vellum como apoio para 3D.

6) Diseñadores egresados con excelente presentación, habilidades y confianza para negociar con clientes y “vender” su concepto, también con la capacidad de entender y investigar un proyecto a fondo, documentar el proceso de diseño, y escribir un reporte final.

6A)Diseñadores con un lenguaje de negocios, mentalidade de negocios con una actitude emprendendora, pro-activa que sepan vender su proyecto, administrarlo e presentar los resultados pedidos en el tiempo, costo.

6B) Diseñadores con una visión global, con experiencia internacional multidisciplinaria

7) Excelente apreciación, percepción de la forma, volúmenes, interacción de espacios positivos y negativos, capacidad de visualizacion real de un objeto por medio de planos, vistas.

8) Portafolios deben mostrar un concepto en sus diferentes etapas, de un boceto inicial a un diseño detallado, para seguir con un modelado 3D. Que el proceso de diseño sea claro y visible, importante presentar fotografías de calidad y no imágenes escaneadas con pésima resolucion.

El portafolio debe demonstrar la habilidad, experiencia, conocimiento del profesional en las diferentes etapas del processo de diseño.

9) Un conocimiento sólido del proceso de desarrollo de producto y como el Diseño Industrial encaja con Marketing ( conceptos como diseñando para un rango especifico de precios o un segmento de mercado).

Entender y conocer los procesos industriales tradicinales como extrusion, corte laser, soldadura, inyección de plásticos, madera, metales, ceramica y los mas inovadores en el mercado.

10) Las consultarías de Diseño trabajan en base a un precio por hora, los diseñadores deben ser capaces de documentar a detalles el tiempo gasto en el proyecto.
Administración del tiempo es importante en el caso de la paquetería de Diseño, ya que renderings, modelos, y dibujo técnico tiene un tiempo especifico para ser completado.

11) Una preocupación medio ambiental / social que debe estar presente en el proyecto desde el inicio.

12) Futuro del Diseño:
-design para  a deficiencia ou design universal 
-design para idosos 
-Design para países en desarrollo (agua, habitación, infraestructura, educación, alimentación)

07 março 2010

Pré‑conferência Setorial de Design

Por convocação do Ministério da Cultura e com organização e apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, realizou-se entre os dias 25 e 27 de fevereiro, no Planetário da Gávea, Rio de Janeiro, a Pré‑conferência Setorial de Design, com vista à inserção do setor na política de apoio daquele ministério.
A pré‑conferência visava eleger delegados do setor de design e elaborar propostas a serem apresentadas por eles na II Conferência Nacional de Cultura, que se realizará de 11 a 14 de março de 2010 em Brasília, bem como escolher um representante do setor para assento no Conselho Nacional de Cultura.
Pela primeira vez, no que concerne à área da Cultura, reuniram-se designers das cinco regiões brasileiras para construir as políticas públicas a serem incluídas em uma pauta nacional para o setor.



Os delegados na Pré‑Conferência Setorial de Design aprovaram, ao final, as cinco estratégias setoriais que devem ser apresentadas naquele evento. As estratégias fazem referência aos cinco eixos da Conferência Nacional de Cultura. São elas:
Eixo I: Produção simbólica e diversidade cultural



Instituir o registro da memória do design no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e financiar a criação de centros de memória do design brasileiro, que privilegiem a pesquisa, o resgate, a preservação, a conservação e a documentação, difundindo a produção do design nacional de forma descentralizada e com gestão integrada.



Eixo II: Cultura, cidade e cidadania



Fazer valer os direitos do cidadão ao design universal, previstos no Decreto número 5.296/2004, da Presidência da República, e contemplados na Norma 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), compreendendo o design como elemento estruturante dos processos de planejamento e projeto urbano, por meio de mapeamento dos potenciais campos de intervenção do design na cidade e da aplicação de critérios de design em editais de compras, prestação de serviços e obras públicas.



Eixo III: Cultura e desenvolvimento sustentável



Criar incentivos fiscais ou adaptar os incentivos existentes para: empresas patrocinadoras de pesquisas, eventos e projetos que contemplem a ação do design pelo desenvolvimento sustentável; empresas que adotem o design na adequação de seus produtos a critérios de sustentabilidade; ações de formalização da indústria criativa e ações de criação de pólos de produção de design em áreas degradadas ou regiões estratégicas para o desenvolvimento regional.



Eixo IV: Cultura e economia criativa
Inserir o tema design como item financiável no FNC (Fundo Nacional de Cultura), por meio do Fundo Setorial de Ações Transversais e de Equalização, da renúncia fiscal, além de outras fontes de fomento, contemplando projetos para as seguintes áreas e atividades: ensino fundamental e médio, museus, eventos de design, prêmios, concursos, promoção à memória, design público, design urbano, design social, design de informação, projetos de desenvolvimento sustentável, estudos, pesquisas, artigos e publicações, linhas editoriais e intercâmbio cultural nacional e internacional, entre outras.



Eixo V: Gestão e institucionalidade da cultura



Garantir participação institucionalizada em todas as instâncias do Sistema Nacional de Cultura, assegurando: unidades específicas de design nos órgãos gestores da cultura; a presença dos representantes do design nos Conselhos de Política Cultural e Conferências de Cultura; ações de design nos planos de cultura; recursos nos orçamentos e inserção do design no Sniic (Sistema Nacional de Informações e Indicadores da Cultura) e nos programas de informação nas três esferas dos governos federal, estadual e municipal.

( Informação extraida do boletim ESDI )
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