Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... Design Ecológico - Consumo Ecológico: Setembro 2011
They need more brains: Industrial Design Wiki

DESIGNERS, NO SPECULATIVE WORK!

DESMA IS RECRUITING DESIGN-BUSINESS RESEARCHERS (Deadline March 15)

Now accepting English - Spanish and Português articles about sustainable - social design, sustainable consumption.

28 de setembro de 2011

Design para o homem espiritual


Neste século 21, que apenas se inicia, o design deve se reinventar. Passar a existir a partir de outra perspectiva, não enfatizar e valorizar tanto o lado material do homem, como tem feito até agora, mas dar atenção ao homem espiritual criando uma nova realidade material de produção, consumo e descarte de acordo com os princípios do respeito, da cultura e da educação. Um universo que inclua o planeta Terra e seus habitantes humanos.

O design em uma situação ideal deveria equilibrar o homem material e espiritual. Porém, atualmente a tecnologia é ao mesmo tempo escrava e dona do homem material, nos dando a falsa idéia de estabilidade, segurança e progresso, quando na verdade é apenas o reflexo externo do caos interno, da pobreza espiritual e moral do ser humano.

 Esse caos se traduz em um contexto desequilibrado, é o contexto do material e não do espiritual. As atuais crises ecológicas e financeiras são apenas uma exteriorização da pobreza espiritual do homem e da sua falta de respeito por toda e qualquer vida, inclusive a dele.

Nós designers somos construtores de realidades, estilos de vida, geramos novos paradigmas, por isso, podemos criar uma nova consciência e educar por meio do design!

Representação gráfica do espírito publicada na WikipédiaTemos a obrigação moral de propor, inovar e desenhar com uma nova visão, criando design com benefícios significativos e essenciais.

 Podemos gerar serviços no longo prazo para uma determinada comunidade, sendo o homem espiritual o novo centro de atenção e, partir dele propor uma nova realidade sustentável de projeto, manufatura, consumo e descarte. Uma realidade com ênfase no emocional e na experiência do consumidor. O aspecto emocional deve ser o propulsor de novos conceitos a partir dos quais o aspecto tecnológico e material somente ajudará a materializar esse novo mundo.

A percepção sobre o design será diferente quando este tiver um novo significado trazendo qualidade de vida para uma maioria e for entendido por todos. O “design sustentável” é uma nova atitude para com o design da qual o homem faz parte de algo maior e não apenas isolado em sua suposta grandeza. É uma relação constante e consciente com o seu contexto. Não é possível continuar desenhando produtos e serviços de modo inconsciente para o homem material, esquecendo de que sempre há uma ação-reação ainda que não seja visível imediatamente.

Design, um direito de todos

Até agora o design não está disponível para aqueles que não podem consumi-lo, quando deveria ser um direito básico e tão essencial quanto a educação, alimentação, saúde, ainda que estes últimos não estejam disponíveis. O design deve ter sempre uma participação com benefícios mais positivos, não apenas como um produto para ser consumido. Desenhar para o homem espiritual significa respeitar o planeta Terra e a natureza, otimizando o nosso entorno material, visível e invisível, criando qualidade de vida para todos.
É urgente uma regeneração moral (primeiro) e material acelerada do Homem, o planeta Terra não pode esperar e nós muito menos.

O homem material deve dar o seu lugar ao homem espiritual e assim construiremos uma nova realidade material de acordo ao século 21 por meio de uma nova educação, cultura e principalmente paz do homem consigo mesmo.

Artigo de Marcio Dupont  extraido de:BDXPERT

24 de setembro de 2011

Design Universal





Como especialista em Design Universal, é fantastico achar um site como
Winners Universal design com excelentes exemplos de Design Universal para produtos.

O Design Universal e´o pilar fundamental para uma sociedade "socialmente" Sustentável.

Uma sociedade acessivel-inclusiva para todos os seus cidadãos.

É um equivoco pensar em sustentabilidade com enfasis apenas no meio-ambiente, e no Design Sustentável.

A união do Design Sustentável + Design Universal são os que realmente contribuirão para uma sociedade sustentável junto com outras disciplinas e participantes.

O ser humano e´o foco principal do Design e o objetivo primordial do Design e´qualidade de vida.

23 de setembro de 2011

Sustainability Compendium


You can have a version of the Compendium´ in Adobe PDF format, for print.

Você pode obter uma versão do Compêndio em potuguês e inglês, em formato PDF para impressão. O arquivo foi dividido em 3 partes para facilitar o download.

DOWNLOAD LINK

22 de setembro de 2011

21 Century Danish Design Manifesto

Danish Designers’ is a professional hub for approximately 900 individual members, working professionally with design.

Their mission is to promote the most intelligent use - as well as the understanding of the true value - of design and of the thinking, skills and capacities of Danish designers.

Recently they presented the third edition of their political manifesto, this edition, The Role of Design in the 21st Century, was sent to about 250 Danish and international business, cultural and innovation decision-makers.

Danish Design Manifesto (pdf)

Danish Design Manifesto (word)

21 de setembro de 2011

ICSID Design for Sustainable Development

Design for sustainable development

From ICSID
http://www.icsid.org/resources/professional_practice/articles1173.htm

The move towards sustainable development is one of the main challenges of the European Union. It is an essential principle of the Fifth Environmental Policy and Action Programme that environmental concerns are taken fully into account from the outset in the development of other policies and programmes. Because of its structure, the European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions can play a unique role in this area by working with the social partners and by carrying out research in areas where environmental issues and working conditions overlap.

Against this background, sustainable development was one of the six key areas of the Foundation's work programme for 1997-2000. The focus of the Foundation's activities on sustainable development was sustainable production and consumption. In order to deal with these issues, the Foundation launched a project on design for sustainable development with the aim of developing tools, information networks and training for the main actors concerned, such as industry, social partners and designers.

The principal objectives of this report are to analyse what constitutes successful sustainable design, to identify what are the barriers to sustainable design approaches – especially at small and medium-sized enterprise (SME) level – and to examine the processes and initiatives which can help overcome these barriers. The report also serves to recapitulate many of the themes encountered in earlier work both in this project and in the two related Foundation projects on economic and fiscal instruments and professional education and training for sustainable development, and hence represents a summary of the main findings of the Foundation's wideranging work over four years in this area.

In addition to being a synthesis exercise, the report also contributes valuable new material based on consultation with key players, which includes case studies and recommendations for further action to assist companies towards sustainable production at both national and EU level.

Raymond Pierre-Bodin
Director

Eric Verborgh
Deputy Director

20 de setembro de 2011

ICSID Environmental Design Policy

Discussion for an Environmental Design Policy

FROM ICSID
http://www.icsid.org/resources/professional_practice/articles1166.htm

I. Purpose

The aim of this paper is to stimulate discussion among Icsid Members, and the wider design community, on the topic of environmental design. The core purpose is to develop an environmental design policy aimed at reducing the environmental impact of manufactured products through better design practices. The key outcome is to achieve a better balance of quality of life, sustainable societies and to ultimately realize a 'zero load' on our global environment through innovative processes from design, manufacturing, consumption and circulation of resources.

19 de setembro de 2011

Deus,mas o que é Design finalmente?

Navegando a procura de uma definição sobre o que é Design, encontra-se uma infinidade, desde uma perspectiva mais tradicional, de produção-consumo, até  como pensamento estrategico de inovação.

Temos, então, desde a  definição oficial (ICSID), passando pela IDSA, indo para o Design Council UK .

Essas definições vem das três principais e indiscutiveis autoridades mundiais no tema Design.

Mas curiosamente, a melhor definição, em termos de "entendimento global da profissão", sua aplicação, objetivos e etapas vem do Sebrae MG.

Em um documento curto e direto, sem "enrolação conceitual", visualmente bem elaborado, eles explicam o que é Design.

Veja no link abaixo.

http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/_arquivos/capacitacao-empresarial/OqueeDesign.pdf

18 de setembro de 2011

The Earth Awards - Sustainable innovations

The Earth Awards is a global search for imaginative design ideas and cutting-edge innovations in sustainability.

With the support of our partners and an esteemed Selection Committee, The Earth Awards has developed into a global gathering of the greatest thinkers, designers, inventors and innovators who are actively creating solutions to build a better, sustainable future for all.

The Earth Awards will serve as a catalyst and showcase for new innovative ideas in sustainable design, but beyond that, The Earth Awards will be a connector, ensuring that these innovations will be brought to fruition, and ultimately to market.

http://www.theearthawards.org/site/

15 de setembro de 2011

Os 50 Mais Importantes Livros em Sustentabilidade


Sobre a edição em português:

Título: Os 50 Mais Importantes Livros em Sustentabilidade
Co-edição: Instituto Jatobás e Editora Peirópolis
Objetivo: Oferecer e promover o que de melhor já se pensou em sustentabilidade, inclusive as contradições e lacunas sobre o assunto, a fim de aproximar os mais diversos públicos a tema fundamental para as decisões sobre o futuro da sociedade humana.
Indispensável para mudanças de modelos mentais e práticas de produção e consumo sustentáveis.
Tiragem inicial: 5.000 cópias
O projeto editorial visa permitir o contato direto de mais de 200 mil pessoas com o conhecimento proporcionado pelo livro. Por isso, do total de cópias impressas, 2.500 cópias serão destinadas para venda nacional, a preço de custo de produção e distribuição e o restante será distribuído gratuitamente para instituições de ensino, bibliotecas, ONGs, conselhos regionais, órgãos públicos federais, estaduais, municipais, imprensa e outros agentes multiplicadores de conhecimento.
O objetivo do Instituto Jatobás é editar e distribuir o maior número possível de livros, com a intenção de alcançar todos os públicos despertando interesse pela mudança em cada indivíduo.  Por isso, estamos abertos a novas possibilidades de parcerias para novas edições do livro. É só entrar em contato com a gente! – institutojatobas@institutojatobas.org.br

LISTA:
  1. Banker to the Poor: Micro-Lending and the battle Against World Poverty – Muhammad Yunus, 1999
  2. Biomimicry: Innovation Inspired by Nature – Janine Benyus, 2003
  3. Blueprint for a Green Economy – David Pearce, Anil Markandya e Edward B. Barbier, 1989
  4. Business as Unusual: My Entrepreneurial Journey, Profits and Principles – Anita Roddick, 2005
  5. Cannibals with Forks: The Triple Bottom Line of 21st Century Business – John Elkington, 1999
  6. Capitalism as if the World Matters – Jonathon Porritt, 2005
  7. Capitalism at the Crossroads: Aligning Business, Earth, and Humanity – Stuart Hart, 2005
  8. Changing Course: A Global Business Perspective on Development and the Environment – Stephan Schmidheiny e WBCSD, 1992
  9. The Chaos Point: The World at the Crossroads – Ervin Laszlo, 2006
  10. The Civil Corporation: The New Economy of Corporate Citizenship – Simon Zadek, 2001
  11. Collapse: How Societies Choose to Fail or Survive – Jared Diamond, 2005
  12. The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power – Joel Bakan, 2005
  13. Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things – William McDonough e Michael Braungart, 2002
  14. The Dream of Earth – Thomas Berry, 1990
  15. Development as Freedom – Amartya Sen, 2000
  16. The Ecology of Commerce: A Declaration of Sustainability – Paul Hawken, 1994
  17. The Economics of Climate Change: The Stern Review – Nicholas Stern, 2007
  18. The End of Poverty: Economic Possibilities for Our Time – Jeffrey Sachs, 2005.
  19. Factor Four: Doubling Wealth, Halving Resources Use-A Report to the Club of Rome – Ernst Von Weizsäcker, Amory B. Lovins e L. Hunter Lovins, 1998.
  20. False Dawn: The Delusions of Global Capitalism – John Gray, 2002
  21. Fast Food Nation: The Dark Side on the All-American Meal – Eric Schlosser, 2005
  22. A Fate Worse than Debt: The World Financial Crisis and the Poor – Susan George, 1990
  23. For The Common Good: Redirecting the Economy toward Community, the Environment and a Sustainable Future – Herman Daly e John Cobb, 1989
  24. Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty through Profits – C.K. Prahalad, 2004
  25. Gaia: A New Look at Life on Earth – James Lovelock, 1979.
  26. Globalization and its Discontents – Joseph Stiglitz, 2002
  27. Heat: How to Stop the Planet from Burning – George Monbiot, 2006
  28. Human-Scale Development: Conception, Application and Further Reflections – Manfred Max-Neef, 1991
  29. The Hungry Spirit: Beyond Capitalism: The Quest for Purpose in the Modern World – Charles Handy, 1999
  30. The Limits to Growth – Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows e Jorgen Randers, 1972
  31. Maverick: The Success Story Behind the World’s Most Unusual Workplace – Ricardo Semler, 1993
  32. The Mystery of Capital: Why Capitalism Triumphs in the West and Fails Everywhere Else – Hernando De Soto, 2000
  33. Natural Capitalism: Creating the Next Industrial Revolution – Paul Hawken, Amory Lovins and L. Hunter Lovins, 2000
  34. No Logo: No Space, No Choice, No Jobs – Naomi Klein, 2002
  35. Open Society: Reforming Global Capitalism – George Soros, 2000
  36. Operating Manual for Spaceship Earth – Buckminster Fuller, 1969
  37. Our Common Future – The World Commission on Environment and Development, 1987
  38. The Population Bomb – Paul Ehrlich, 1968
  39. Presence: An Explanation of Profound Change in People, Organizations and Society – Peter Senge, C. Otto Scharmer, Joseph Jaworski e Betty Sue Flowers, 2005
  40. The River Runs Black: The Environmental Challenge to China’s Future – Elizabeth C. Economy, 2004
  41. Sand County Almanac – Aldo Leopold, 1949
  42. Silent Spring – Rachel Carson, 1962
  43. An Inconvenient Truth: The Planetary Emergency of Global Warming and What We Can Do About It – Al Gore, 2006
  44. The Skeptical Environmentalist – Bjorn Lomborg, 2001
  45. Small is Beautiful: Economics as if People Mattered – E.F. Schumacher, 1973
  46. Staying Alive: Women, Ecology and Development – Vandana Shiva, 1989
  47. The Turning Point: Science Society and the Rising Culture – Fritjof Capra, 1984
  48. Unsafe At Any Speed: The Designed-in Dangers of the American Automobile – Ralph Nader, 1965
  49. When Corporations Rule the World – David Korten, 2001
  50. When the Rivers Run Dry: What Happens When Our Water Runs Out? – Fred Pearce, 2006
Extraido de:

14 de setembro de 2011

Meio ambiente na Fiesp


Conheça o Departamento do Meio Ambiente DMA da Fiesp.

O DMA tem como objetivo:

"Promover as relações entre produção e meio ambiente ao estado de excelência, como fator de competitividade, com ênfase na prática do desenvolvimento sustentável, defendendo e conciliando os interesses e negócios da indústria, é a missão do Departamento de Meio Ambiente. 
A partir do domínio e compreensão que detém das questões ambientais, o DMA desenvolve ações estratégicas e institucionais destinadas a subsidiar tecnicamente a tomada de decisão do corpo executivo da Fiesp em questões ligadas ao meio ambiente."

http://www.fiesp.com.br/ambiente/default.aspx

Por uma nova engenharia no Brasil

02/09/2011
Por Elton Alisson

Agência FAPESP – O Brasil está ficando para trás em uma área de fronteira do conhecimento, denominada “sistemas complexos”, que é tão importante como a nanotecnologia e as terapias com células-tronco, nas quais o país tem investido e em que a nova área também se aplica.

O alerta é de Sérgio Mascarenhas, professor e coordenador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).

No início da década de 1970, quando foi reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Mascarenhas idealizou e lançou o curso de engenharia de materiais, pioneiro na América Latina.

Segundo ele, o país deve investir agora na criação da engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade, como são definidos os sistemas complexos. Ou, caso contrário, poderá ficar muito atrás de países como os Estados Unidos, que lideram nas pesquisas nessa nova área que reúne física, química, biologia, educação e economia, entre outras especialidades.

Em 2008, Mascarenhas fundou no IEA de São Carlos, juntamente com o professor do Instituto de Química da USP de São Carlos Hamilton Brandão Varela de Albuquerque e a professora do Instituto de Física Yvonne Primerano Mascarenhas, um grupo de trabalho em sistemas complexos para contribuir para o desenvolvimento de pesquisas na área no país.
Por meio de uma associação com o Nobel de Química de 2007, Gerhard Ertl, premiado por suas pesquisas em sistemas complexos, e com um aluno do cientista alemão na Coreia do Sul, os pesquisadores brasileiros estabeleceram uma rede internacional de pesquisas na área conectando os três países.

Agora, a proposta de Mascarenhas é fomentar no Brasil a criação de um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas complexos para diminuir o atraso do país nessa área.
Professor aposentado da USP, Mascarenhas contribuiu para a criação da área de pesquisa em física da matéria condensada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), no fim dos anos 1950; da Embrapa Instrumentação Agropecuária, no final da década seguinte, na mesma cidade, e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no começo dos anos 60.

Em 2007, Mascarenhas ganhou o prêmio Conrado Wessel de Ciência Geral e, em 2002, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.
Professor visitante de diversas universidades estrangeiras, em suas pesquisas Mascarenhas tratou de assuntos diversos, como os eletretos, corpos permanentemente polarizados que produzem um campo elétrico e que seriam utilizados mundialmente na fabricação de microfones e aparelhos telefônicos.

No início da carreira, o pesquisador se dedicou ao estudo do efeito termo-dielétrico. Mais tarde, também realizou trabalhos na área de dosimetria de radiações (processo de monitoramento de radiação emitida), o que lhe permitiu, por exemplo, medir a quantidade de radiação existente em ossos de vítimas de Hiroshima.

Recentemente, Mascarenhas desenvolveu um método minimamente invasivo para medir pressão intracraniana que recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser difundido no Brasil e em toda a América Latina. O projeto foi desenvolvido com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Agência FAPESP – O que é a engenharia de sistemas complexos?
Sérgio Mascarenhas – É uma engenharia de sistemas de sistemas. O que já existe é a engenharia de sistemas, que é aplicada em logística, em transporte e em sistemas construtivos, entre outras áreas. O que não existe é uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são complexos. O melhor exemplo de um sistema de sistemas é a internet, onde há desde pornografia até o Wikileaks e o Google.

Agência FAPESP – Em quais áreas a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada?
Mascarenhas – Ela se aplica não só a materiais mas em operações financeiras e no agronegócio, por exemplo, em que há uma série de problemas que influenciam a produção agrícola. Há o problema do solo, de defensivos e insumos agrícolas, de estocagem e transporte, por exemplo, para que toda a produção da região Centro-Oeste do Brasil seja exportada.

Agência FAPESP – São sistemas que envolvem muitas variáveis?
Mascarenhas – Exatamente. Todo sistema que apresenta muitas variáveis é um sistema complexo. E isso pode se agravar se a interação entre essas variáveis for não linear. Por exemplo, no agronegócio, se dobrar a produção de milho, se quadruplicar o preço do transporte do sistema logístico frente às dificuldades das estradas brasileiras, aí aparecem as chamadas não linearidades. Então, quando se tem um sistema complexo, as variáveis podem interagir não linearmente. Elas podem se multiplicar até exponencialmente.

Agência FAPESP – O que o motivou a encampar a criação no Brasil dessa nova área?
Mascarenhas – Neste ano se comemoram 40 anos da criação do curso de graduação em engenharia de materiais na UFSCar, que idealizei quando era reitor da universidade e que é um sucesso. Agora, achei que deveria propor algo mais moderno, voltado para o século 21. A engenharia de sistemas complexos é uma área nova e muito interessante e para qual não está sendo dada a devida atenção no Brasil. Se fala bastante no país em pesquisa em áreas como a nanotecnologia e células-tronco, mas não sobre a engenharia de sistemas complexos, que se aplica a todas essas áreas e na qual não estamos formando gente.

Agência FAPESP – Como essa nova engenharia poderia ser implementada no país?
Mascarenhas – A ideia seria criar um programa de pós-graduação em engenharia de sistemas para formar professores e pesquisadores nessa área. Não existe engenharia de sistemas complexos no Brasil e não há pesquisadores no país nessas áreas nem em faculdades tradicionais, como a Escola Politécnica da USP e as Faculdades de Engenharia da USP de São Carlos e da UFSCar. O que já existe no Brasil é engenharia de sistemas, mas não uma engenharia de sistemas que interagem entre si e que são de alta complexidade.

Agência FAPESP – Por que essa nova engenharia ainda não existe no Brasil?
Mascarenhas – Porque é uma área muito nova e no Brasil há uma preocupação em “tapar o buraco” de uma porção de outras engenharias, como a de materiais, de sistemas elétricos e até de meio ambiente, e se perde o futuro tratando do passado. É um atraso muito grande da engenharia brasileira ainda não atuar em sistemas complexos. Além disso, o problema dessas áreas novas é que é preciso ter bons contatos internacionais e políticas de Estado – e não de governo – para enfrentar algo que representa um risco.

Agência FAPESP – De que modo as pesquisas nessa área no Brasil poderiam ser articuladas?
Mascarenhas – Teríamos que ter uma rede. Hoje não se faz nada, se se quer ter impacto, sem falar em rede de pesquisa. Mesmo porque ainda somos tão poucos no Brasil que se não nos juntarmos em rede conseguiremos muita pouca coisa, por falta de massa crítica. Um centro de pesquisa nessa área não pode ser sediado só em São Carlos. Outras universidades também estão interessadas.

Agência FAPESP – Há algum grupo de pesquisa nessa área no Brasil?
Mascarenhas – No Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, temos um grupo de trabalho sobre sistemas complexos. Essa é uma história interessante porque quem ganhou o prêmio Nobel de Química em 2007 foi um cientista alemão, chamado Gerhard Ertl, por suas pesquisas sobre sistemas complexos. E nós, no IEA, fizemos uma associação com o Ertl, na Alemanha, e com um aluno dele na Coreia do Sul. Então, agora temos em São Carlos uma rede de pesquisa sobre sistemas complexos integrando Berlim, São Carlos e a Coreia do Sul.

Agência FAPESP – Quais os países que lideram nas pesquisas em sistemas complexos?
Mascarenhas – O país que está na vanguarda nessa área são os Estados Unidos, com o MIT [Massachusetts Institute of Technology], com um centro que lida muito com questões bélicas. A própria guerra é um sistema complexo, porque nela há uma série de sistemas interagindo, como o de transportes, ofensivo, estratégico e de logística, para alimentar os soldados e transportar equipamentos e armamentos. Os militares lidam com sistemas de sistemas. Aliás, se olharmos para o passado, vemos que muitas aplicações de engenharia foram motivadas pelo poder bélico, como a internet, a robótica e bombas atômica e de fusão. O grande problema da humanidade hoje é criar instituições motivadoras de inovação que não sejam estimuladas apenas pela guerra militar, porque temos outras guerras para vencer. Tem a guerra da saúde, da educação, da violência urbana e muitas outras. E a engenharia de sistemas complexos pode ser aplicada para acabar com essas guerras sociais. Se o Brasil não aproveitar essa chance para ingressar nessa área, vamos ficar muito para trás em relação a outros países.

Extraido de: http://agencia.fapesp.br/14428



12 de setembro de 2011

FORUM SOCIAL DE SÃO PAULO


O Fórum Social de São Paulo é um grande encontro de organizações da sociedade civil, cidadãos e cidadãs, para contar o que fazem frente aos problemas dessa cidade, debater soluções e fazer propostas de ação para resolvê-los.

Participe: http://forumsocialsp.org.br/

11 de setembro de 2011

Consumo sostenible adquiere relevancia global

La sostenibilidad a nivel global se plantea con fuerza creciente como uno de los principales retos del siglo XXI y cada vez suenan con más fuerza conceptos como la ecoeficiencia o la "ecologización de la economía"
Cobra importancia también la productividad de los recursos, que calibra el grado de uso o abuso de los recursos naturales, y surgen nuevos métodos para medir los impactos ambientales. Se trata de ampliar el concepto de desarrollo sostenible tanto en el ámbito público como privado, estableciendo así un sistema de "gobernanza verde" global.

Así las cosas, las pautas marcadas para buscar solución a los problemas globales se orientan cada vez más por la senda del desarrollo sostenible. En pleno siglo XXI cobran relevancia y actualidad las máximas recogidas en 1987 en el controvertido Informe Brundtland, que define al desarrollo sostenible junto al rol del crecimiento económico, la equidad social y el papel de los poderes políticos.

10 de setembro de 2011

Fapesp - Computação, materiais e sustentabilidade

Escola São Paulo de Ciência Avançada tratará do uso de métodos computacionais avançados para resolver problemas relacionados aos novos materiais com aplicações nas áreas de energia e meio ambiente.

Veja artigo no link abaixo:
Computação, materiais e sustentabilidade

8 de setembro de 2011

Manifesto from Fashion Designers

"Design begins with creativity so we have created this Design Manifesto as a reminder to respect the rightful ownership of ideas.

The CFDA believes the protection of the intellectual property of designers begins with each of us and this Design Manifesto is a reminder that originality always wins.

Hang it in your creative space and show your support for original design!"

                                  Download a printable PDF

From "Council of fashion designers of America": http://www.cfda.com/

6 de setembro de 2011

Green Good Design 2011

                                     Green Good Design Awards 2011
                                              from the European Centre


                The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies

5 de setembro de 2011

Catarse + Design



O site Catarse de financiamento colaborativo tem alguns projetos muito interessantes em Design e outras areas.

Curiosamente alguns projetos inovadores, que talvez em teoria com certeza  alcançariam o financiamento, na pratica não atingiram a quantidade necessaria.

Qual seria a razão?
Uma atitude de inovação - conservadora por parte do publico?

Veja: http://catarse.me/pt/explore

4 de setembro de 2011

Design contra o crime 2

Deixo o meu artigo que amplia a perspectiva do Design contra o crime.

Design contra o crime

O país precisa de ações inovadoras e quebrar paradigmas na sua ação contra o crime.

Combate ao crime também precisa de inovação!

Veja mais informação sobre o assunto:
Antidelito

3 de setembro de 2011

Design contra o crime

Há grandes discussões de diferentes setores sobre a  segurança do País e cidadãos / estrangeiros nos grandes eventos da Copa do Mundo e Olimpiadas.

Mas o design (como elemento gerador de segurança por meio da criação e redesign de produtos e serviços que contribuiriam substancialmente com esforços de outros setores) está fora da pauta, mais uma vez.

Segurança e´ até agora apenas encarada de maneira logística - quantitativa, quantos policiais na rua e soldados no raio de x quilometros cubrindo uma área x.

Mas o Design como pensamento estratégico e gerador de novos produtos e serviços permanentes, poderia contribuir fortemente para reduzir o custo das operações, simplificar e sistematizar aspectos complexos - caoticos de lidar com ambientes urbanos e multidões e gerar ações - dinamicas consistentes e confiaveis.

Como exemplo desse beneficio real e concreto, do Design contra o crime, apresento o projeto da Designer Priscila Ramalho Lepre, que por meio do redesign de um produto tradicional, reduziu custos gerou enormes beneficios economicos, de inovação, mercado e imagem para a empresa moveleira.

Nas palavras dela:
"O design trouxe à empresa a oportunidade concreta de realocação no mercado, criação de novas tipologias de produtos para ambientes gastronômicos e de hotelaria,  crescimento de 200% em suas vendas e  ampliação de suas instalações para atender a demanda. "

Veja o video do projeto:




Link: http://www.movelariaparanista.com.br/

Há que lembrar que um aspecto social do Design é gerar segurança do usuario e entorno proximo com produtos e serviços projetados com essa preocupação.   
Aspecto esquecido ou não conhecido do Design, que absurdamente não é contemplado no projeto, principalmente em paises como o Brasil, com tantas carências na area da segurança.

2 de setembro de 2011

INDEX AWARD 2011


The winners of the world’s largest – and perhaps the most important – design award, the Danish INDEX: Award worth €500.000, were unveiled tonight on September 1st at a spectacular award ceremony in the Copenhagen Opera attended by HRH The Crown Prince and HRH The Crown Princess of Denmark along with 1,200 official guests from 48 countries.

The winners of INDEX: Award is not traditional design, but rather design that vastly improves the lives of people all over the world.

The Danish, non-profit design organization INDEX: Design to Improve Life received almost 1,000 nominations for the competition from 78 countries and among these, the International INDEX: Jury initially selected 60 finalist designs, from which the five winners were announced tonight.

INDEX: Award is awarded in five categories: Body, Home, Work, Play and Community, and the five winners share a total purse of more than $800.000.

INDEX: Award shows us how design can be a decisive factor when coming up with solutions for some of the world’s major challenges like climate changes, pollution, natural disasters, loneliness, elderly care, poverty, overconsumption and other important issues.

2011 FINALISTS