16 maio 2013

A marca da sua vida






Texto de Marcio Dupont

A MARCA DA SUA VIDA

Nesse mundo moderno da marca (branding), qual serão as futuras relações dela com o meio ambiente e o ser humano?

Duas possibilidades aparecem, mas por outro lado, este artigo não pretende profetizar nada.
Apenas um artigo para reflexão.

A corporação e o meio ambiente

A atual preocupação ecológica e a escassez de áreas verdes levam as corporações a cuidar de áreas verdes como parte de sua cultura sustentável e sua imagem positiva no mercado. Gerando assim fidelização do consumidor, e conquistando novas mentes e corações ou o chamado tradicional mercado.

Quando o entorno artificial e humano já não seja suficiente para a exposição da marca em áreas verdes urbanas, as corporações correrão para os  já escassos refúgios naturais para patrocinar essa natureza ainda viva.
Levando à marca ao âmbito natural macro, onde ela se transforma na dona do entorno natural que mantém.

E ainda que isso não fosse suficiente, a corporação imprime a sua marca fisicamente  na mesma natureza, seja nas pedras, nas arvores, levando-nos a consumir “Natureza” patrocinada. Assim grandes refúgios naturais do mundo ficariam sob a tutela interessada de alguma corporação.

Isso inverteria a logica atual, de a presente crise ambiental se deve ao consumismo exacerbado, para graças às preocupações ambientais das grandes empresas, refúgios naturais ainda podem ser visitados, portanto não nos culpe! Nós estamos salvando o mundo e você?
Será que uma maior “conservação ambiental corporativa” efetivamente levaria a um maior consumo e percepção positiva de determinada marca?
Isso se aplicaria mais tarde também aos animais e as espécies em extinção? E depois?

 A corporação e você

O ser humano é um ser social que se identifica e se agrega em suas diferentes tribos com suas características especificas. A tatuagem seria uma identificação pessoal com certas tribos, assim como o consumo de marcas identifica nosso status social e o ato de pertencer a certo grupo.
Hoje em dia, certas pessoas tatuam marcas em seus corpos, demonstrando publicamente o seu favoritismo. Mas isso ainda é de graça, e em alguns casos muito contados, essa tatuagem permanente de uma marca traz um beneficio econômico ao seu usuário.

Mas a compra hoje de algum produto, não e´ mais apenas pelos benefícios imediatos e  satisfação pelo uso de tal produto, o consumidor foca o seu interesse na experiência e estilo de vida criado pela marca e até por certo status no seu circulo social.

Marca e´valor, atitudes pessoais perante a sociedade.

Essa invasão da corporação no corpo físico, do macro – exterior - superfície para o micro - interior acontecerá cada vez mais, com a futura nanotecnologia, onde a publicidade da marca como tal, poderia chegar até a um nível absurdo como atômico ou ser impresso em alguns órgãos.

Mas essa invasão da marca no corpo seria em si mesmo o evento- momento a ser publicitado e não tanto a existência posterior da marca invisível no corpo.

Se você espera um transplante de coração e alguma corporação paga esse transplante com a condição de usar esse evento de maneira publicitaria e colocar fisicamente a marca no coração, você provavelmente aceitaria. Um preço pequeno para continuar vivo!

Até onde vamos a chegar nessa relação marca – consumo – vida?

Você venderia a sua vida para uma empresa?

Qual e' a marca de sua vida?

Mas elas as empresas já não compraram as nossas almas?
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